Duratex S.A.


A Duratex encerrou o ano com um lucro líquido recorrente consolidado de R$ 439,4 milhões. No acumulado do ano, o Ebitda recorrente somou R$ 850,6 milhões, equivalente a uma margem de 31%, o que representa forte expansão sobre a margem apresentada em 2009, de 25,6%.

Na Divisão Madeira o ano foi caracterizado pela consolidação da associação entre a Duratex e Satipel, ocorrida no segundo semestre de 2009, e por um movimento de escalada de produção das novas plantas de painéis, MDP em Taquari, no Rio Grande do Sul; as de MDF em Agudos, em São Paulo e em Uberaba, Minas Gerais.

De acordo com a Abipa (Associação Brasileira da Indústria de Painéis), a demanda por painéis cresceu 21% em relação a 2009, atingindo aproximadamente 6,2 milhões de m3 no ano, o que representa expansão próxima a 1,1 milhão de m3 no período. Este crescimento representa aproximadamente 14% da capacidade efetiva da indústria e é equivalente a duas novas plantas semelhantes às últimas inauguradas pela Duratex.

A expansão anual da receita líquida nessa divisão foi de 23% em relação à receita pro forma do ano anterior, alcançando R$ 1,8 bilhão. Este nível de crescimento, acima da expansão do volume expedido, espelha preços e mix de venda mais favoráveis em 2010, em consonância com o bom momento de mercado.

As vendas voltadas ao exterior continuam pressionadas pelo câmbio desfavorável e pela própria condição de mercado, ainda afetado pela crise deflagrada ao final de 2008 e que atingiu duramente o segmento da construção nos blocos mais desenvolvidos.

O desempenho do segmento Deca, ao longo do ano, foi bastante positivo. O bom momento da construção civil favoreceu amplamente o ambiente de negócios permitindo que esta divisão operasse com elevadas taxas de ocupação industrial em 2010, se beneficiando amplamente das economias de escala. No período, houve expansão de 9,3% do volume expedido e de 20,4% da receita líquida, resultado de um mix de venda mais favorável e aumento da receita líquida unitária em 10,2%.

Como base de comparação, o Índice Abramat (Associação Brasileira das Indústrias de Material de Construção), indicador do desempenho das vendas da indústria de materiais de construção, apresentou expansão de 12,4% em 2010, tendo, portanto, a Deca superado o desempenho setorial.

Atenta às oportunidades de mercado previstas para 2010, a Duratex investiu e mantém em seu planejamento para o próximo período importantes investimentos voltados à expansão de capacidade nos seus segmentos de atuação.

Na Divisão Madeira estão previstos investimentos em novas prensas de revestimento em Baixa Pressão, impregnadora de papéis e uma nova linha de pisos laminados que permitirão o enriquecimento do mix de venda quando concluídos.

Na Divisão Deca, tanto metais quanto louças sanitárias encontram-se inseridos num programa para a adequação da capacidade de oferta à demanda crescente atrelada ao bom momento da construção.

No âmbito corporativo houve a conclusão do processo de implantação de uma nova infraestrutura de tecnologia, baseada na plataforma SAP. Em julho foi realizada, com sucesso, a migração da base de dados e respectivos testes de integridade.

Ao final do exercício o valor de mercado da Duratex totalizou R$ 8,2 bilhões, tendo como base a cotação final da ação de R$17,85. Este preço de fechamento corresponde a uma valorização, em relação à cotação final no ano anterior, de 10,2%. Como base de comparação, o Índice Bovespa (Ibovespa), principal referencial de mercado, apresentou evolução de 1,0% no mesmo período.

Foram realizados, em 2010, 573 mil negócios, com as ações da empresa, que movimentaram 297 milhões de ações equivalentes a R$ 5,1 bilhões. Este nível de liquidez garantiu a presença da ação na carteira do Ibovespa, composto por aproximadamente 60 ações, e que tem como principal critério de inclusão aspectos atrelados à liquidez das ações.

Outro importante índice que tem incluído em sua carteira ações da Duratex é o ISE – Índice de Sustentabilidade Empresarial. Este índice é composto por aproximadamente 40 ações de empresas que se destacam na aplicação do conceito de sustentabilidade, e avalia, de forma integrada, aspectos sociais, ambientais e econômico-financeiros, aos quais foram incorporadas práticas relacionadas à governança corporativa, características do negócio, natureza do produto e mudanças climáticas.


"Há uma integração de processos de governança sempre orientado pelos valores que norteiam a Itaúsa. O ano de 2010 foi muito bom para a consolidação desses projetos. Na Duratex, conseguimos obter todas as sinergias programadas. As equipes se entrosaram muito bem e isso começa desde o nível dos acionistas. O nosso mercado se favorece diante do bom momento vivido pelo país."

Henri Penchas

CEO da Duratex


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