Mensagem do Presidente



Foi um ano de sucesso para todas as empresas, conduzido por uma gestão perene e responsável.

A estratégia de gestão definida pelo Conglomerado Itaúsa para as empresas das quais participa vem direcionando seus principais esforços para o fortalecimento da governança corporativa em todos os seus níveis. Essas ações foram efetivas em 2010, quando desde os primeiros meses do ano nossas empresas trabalharam na reestruturação de seus respectivos conselhos, comitês e gestão executiva.

Aproveitando a retomada positiva das economias, brasileira e mundial, após dois anos intensos de crise e incertezas, o Conglomerado Itaúsa demonstrou que estava no caminho certo.
Um dos itens de satisfação da Itaúsa, na área financeira, foi a integração de toda a base de atendimento do Itaú Unibanco – realizada no tempo recorde de seis meses – antes mesmo de completarmos dois anos de fusão. No total, mais de 1.200 pontos do Unibanco foram migrados, criando uma rede de quase 5 mil unidades em todo o país, todas com a marca Itaú Unibanco.
O Itaú Unibanco está disseminando a nova visão (ser o banco líder em performance sustentável e em satisfação dos clientes) e a nova cultura, lançadas no início de 2010, resultantes da combinação do melhor das duas culturas com novos desafios e posturas. Para isso, fomos buscar inspiração no Modo Itaú de Fazer e no Jeito Unibanco e desenvolvemos o Nosso Jeito de Fazer, ou decálogo, conjunto de dez atitudes e valores que guiam todos os nossos relacionamentos e é a linguagem que queremos falar – para dentro e para fora de casa.

Assim, a Itaúsa vê o Itaú Unibanco mais forte para acompanhar o crescimento sustentável do Brasil. Ao ir além com uma atuação no exterior inauguramos uma unidade bancária internacional, o Itaú Suisse, localizado em Zurique, na Suíça. E fomos ainda mais longe: um acordo comercial e de cooperação com a China UnionpayCo. Ltd. (CUP) permitirá aos clientes do banco chinês realizar saques nos mais de 30 mil caixas eletrônicos do Itaú.

Na área industrial, estamos colhendo frutos de uma grande atividade dos conselhos e seus comitês. 2010 foi um ano voltado para a governança corporativa, que hoje se direciona a níveis cada vez mais maduros, a partir da entrada de conselheiros independentes, o que ampliou a nossa aderência aos novos mercados e reafirmou o lastro de autonomia das empresas do Conglomerado Itaúsa.

No ano, a Duratex realizou mais uma importante incorporação em seu portfólio de produção. Nossa estratégia de crescimento de mercados nos levou em direção à região nordeste e assim adquirimos a Elizabeth Louças Sanitárias Ltda. Localizada em João Pessoa, na Paraíba, irá agregar 1,8 milhões de peças anuais à capacidade atual. Também no nordeste, a Divisão Deca investe na expansão da capacidade produtiva no município de Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco. No sudeste, estamos trabalhando pela reativação e expansão da unidade de Queimados, no Rio de Janeiro e na unidade de Jundiaí, em São Paulo. O total dos investimentos previstos são de aproximadamente R$ 400 milhões a serem realizados entre 2010 e 2012.
A Duratex que, após a união com a Satipel, se tornou a maior empresa fabricante de painéis de madeira industrializados no hemisfério sul, completa em 2011 seis décadas de existência em plena maturidade empresarial. É uma empresa que está preparada para enfrentar desafios e manter-se como líder nos mercados onde atua.

Na Itautec, foi realizada uma profunda reestruturação na governança corporativa. A estrutura foi fortalecida e as melhorias implantadas deverão começar a repercutir no ano de 2011. A Unidade Soluções de Automação foi o destaque do ano, com a comercialização de 12,2 mil ATMs para grandes instituições financeiras em diversas regiões do país. A meta da companhia é a de ampliar suas ações de varejo junto ao consumidor direto e estender a quantidade e a qualidade de seus serviços aos clientes de computação e automações.

Em um ano de retomada econômica, dentro e fora do país, as nossas empresas caminharam bem. Para a Elekeiroz, por exemplo, 2010 foi um ano de recuperação geral dos mercados consumidores. Após dois anos da crise econômica mundial, que provocou uma queda nas demandas, em especial no segmento da indústria petroquímica, já afetada pelo ciclo de baixa dos preços que normalmente ocorre logo após a conclusão de grandes investimentos no setor, houve uma recuperação lenta e gradual em todos os mercados. Isso levou a uma superação nos negócios da Elekeiroz se comparado ao ano de 2009.

Como resultados do posicionamento da holding, pela sétima vez a Itaúsa foi selecionada para compor a carteira do Dow Jones Sustainability World Index. E pelo quarto ano consecutivo foi líder no setor de Serviços Financeiros, nas dimensões Ambiental e Social.

O lucro líquido em IFRS da controladora Itaúsa alcançou R$ 4,4 bilhões em 2010, com rentabilidade de 18% sobre o patrimônio líquido médio.

Chegar aos 45 anos consolidada como um dos principais conglomerados nacionais – primeira colocada em faturamento entre os 200 maiores grupos empresariais do país na pesquisa da Melhores e Maiores da Exame – faz da Itaúsa um patrimônio brasileiro que se renova a cada dia, com segurança e planejamento para garantir a longevidade. Há quatro anos a Itaúsa vem desenvolvendo processos de melhoria contínua em seus sistemas de governança.

Assim, estamos preparados para uma nova realidade de cenário desenhado a partir da inserção do Brasil no cenário mundial. Um país que conseguiu fazer uma transição política importante ao eleger uma mulher presidente e lidera o cenário econômico na América Latina com uma estabilidade projetada para o crescimento. Ao se posicionar em setores que notadamente representam caminhos seguros de crescimento ao longo dos próximos anos, estamos atentos às oportunidades de negócio.

Preparamos as pessoas, com treinamento, capacitação e reconhecimento. Alinhamos a gestão das empresas aos indicadores de desempenho econômico, social e ambiental e comunicamos nossos processos ao mercado. É para esse novo mundo, mais globalizado, que a Itaúsa está preparando suas empresas.

A participação de profissionais independentes nos conselhos das empresas e na coordenação dos comitês temáticos promoveu o alinhamento ao mercado de capitais e manteve a autonomia gerencial de cada uma das empresas.




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